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Poupadores x Bancos

Poupadores x Bancos

6/04/2017 - 18h35 - Por Equipe Febrapo
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Nas décadas de 80 e 90, o Brasil era obrigado a conviver com uma hiperinflação que corroía salários e impedia a economia de crescer. Para tentar debelá-la, os governos lançavam um plano econômico atrás de outro, sem sucesso.

Foi assim com os planos Bresser (1987), Verão (1989), Collor I (1990) e Collor II (1991), entre outros. Entre as principais medidas, costumavam estar a troca do nome da moeda oficial, o congelamento de preços e a mudança dos índices de rendimento de depósitos bancários, inclusive das cadernetas de poupança.

A manobra dos bancos

Quando um cliente faz um depósito em poupança, combina com o banco que, por trinta dias, aquele dinheiro será corrigido por um índice de rendimento acertado entre os dois. Os planos contra a inflação determinaram que as poupanças deveriam ser corrigidas por índices de rendimento menores, proporcionando menos ganhos aos consumidores. O governo pode fazer isso, não é ilegal.

O problema foi que os bancos aplicaram o rendimento menor para depósitos feitos antes de os planos entrarem em vigor. Eram depósitos para os quais os consumidores haviam contratado um rendimento maior.

Para lucrarem mais em cima do prejuízo dos poupadores, os bancos mudaram as regras no meio do jogo, o que não é permitido pela legislação brasileira.